quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Fragmentos...

Estava aguardando a minha consulta no Hospital das Clínicas em São Paulo,capital,
quando notei um jovem nos seus vinte e poucos anos vendendo balas num cesto.
Seria corriqueiro se não fosse a aparência do rapaz :bem trajado,típico estudante burguês ;
e ainda mais curioso... descendência asiática !

Ele entrava nos compartimentos proibidos à desconhecidos,sem formalidades junto aos médicos, como se fosse sua dependência de trabalho;e os mesmos... seus companheiros.

Fiquei curiosa,observando o carinho e a afeição dos funcionários e dos profissionais ao falar com ele.Quem seria essa figura que passava por todos com um sorriso tranquilo que transmitia ternura aos demais?

Absorvia cada palavra trocada entre eles...até que descobri o mistério.
Foi quando notei o semblante do rapaz : seu olhar perdido nas dimensões do vazio cerebral...talvez tivesse perdido a noção do tempo e espaço.

Soube que diariamente ia ao local onde foi o seu sonho : exercer a medicina !

Porém...de tanto passar horas estudando...fundiu-se os neurônios.
Que lástima para os familiares e amigos,seria um excelente médico !

Desde aquele dia a imagem daquele rapaz não sai da minha memória,
cada vez que vejo um estudante interino nos hospitais.
São fragmentos da existência...este misterioso viver...que desconhecemos .



Olga Pequena Mensageira

Retalhos do cotidiano...Criança apronta cada uma !

Quando meus pais saiam para entregar as frutas e verduras na Cooperativa (nós morávamos na chácara), eu ficava observando até que sumissem na estrada .


Ah...viva a liberdade !!!


Fui ao armário da cozinha procurar algo para fazer um doce gostoso.
Encontrei uma lata de leite condensado, e sem abrir...coloquei em cima do queimador do fogão.
Muito distraida...fiquei aguardando o cozimento brincando fora da cozinha.
Minha sorte !!!Só ouvi um estrondo...vindo do fogão...buummm !!!

A lata levantou vôo e desceu com tudo...espalhando todo o doce pela cozinha.
Nunca iria imaginar que a lata fechada sendo aquecida diretamente no fogo explodia!

Foi uma tragédia...deu o maior trabalho limpar a cozinha e o fogão,antes da chegada dos meus pais.Nem me lembro se descobriram...só sei que nunca mais quis fazer alguma coisa sem perguntar como funciona.

Pois é ...como dizem: vivendo e aprendendo!


Olga Pequena Mensageira

Retalhos do cotidiano...Sinais de fumaça...

Não me lembro a idade,sei que era muito criança e traquinas.
Lia muitas revistas de faroeste e fascinava-me com as estórias dos índios, principalmente a comunicação transmitidos por sinais de fumaça.

Não pensei duas vezes : ia mandar recados para os meus primos que residiam na outra extremidade da chácara onde eu morava.
Havia umas samambaias secas na beirada da cerca feita de bambús atrás da casa;
e foi lá que ateei fogo !
A fumaça foi subindo,subindo...adivinha quem viu meus sinais ?

Meu tio,que veio correndo com meu pai. O resto nem há necessidade de contar...
levei uma surra merecida !!!


ps) pelo menos alguém recebeu a mensagem,rsrs !

Olga Pequena Mensageira

Semana santa.

Semana santa...mania das pessoas tradicionais comerem bacalhau.
Pelo menos entre meus conhecidos.Estávamos a estruturar uma refeição que estivesse ao nosso alcance e compatível com o orçamento geral.
Sempre divídiamos tudo devido a quantidade de pessoas;assim ninguém ficaria lesado,ou constrangido.

Foi nesse meio tempo que Mário,um amigo de fino trato,argumentou:
-Olhe pessoal,quem traz o bacalhau sou eu !

Todos concordaram e cada qual cumpriria a sua parte.
Na quinta -feira a noite,nada de bacalhau para deixar de molho para retirar o sal!
Porém... fiquei um tanto apreensiva;será que Mário iria dar mancada ?

Pensei comigo,ele não faria uma desfeita dessa!
Por cautela ...na sexta-feira pela manhã, pedi as minhas filhas que fossem comprar peixes no mercado;pois não se encontrava mais bacalhau alí nos arredores.

Adiantei tudo para a execução do esperado almoço.
Havia descascado uns três quilos de batatas para complementar o prato que iria fazer.
Após longa espera ,lá vem o Mário com um pequeno volume na sacola.

-Desculpe a demora ...mas só consegui isso;estava trabalhando e quando fui comprar,
só restou este pedaço !

Nem tive palavras para dizer umas boas,estava decepcionada demais pra falar:
-E agora ...que fazer ? pensei comigo !

Não havia tempo para lamentar-se,era mãos à obra !
Escaldei o bacalhau...vejam bem(sómente meio quilo), cozinhei e desfiei para render.
Com a água escaldada aproveitei para cozinhar as batatas;pelo menos ficaria o sabor.
Parecia um milagre...conforme fervia junto com as batatas,leite de coco e alguns temperos,exalava um aroma inconfundível...parecia tão bom !

Lá fora na rua,alguns meninos vizinhos que brincavam perto do portão diziam :
-Vamos almoçar aí...que cheiro apetitoso !

Todos ao redor da mesa,comeram satisfeitos sem importar-se com o minguado fiapo de bacalhau.
Por educação ninguém comentou nada a respeito,mas foi uma comédia que nunca esqueci.

Toda vez que relembro o pedacinho do dito cujo...eu penso :
é...sómente ficou o sabor e o fato engraçado.

Olga Pequena Mensageira

Para descontrair...

Veja como são as coisas...leia até o final...


O momento em que estamos juntos é interminável...

Nossos corpos estão tão unidos que posso sentir as batidas do seu coração.

Nossa respiração confunde-se com a do outro ...

Nossos movimentos são sincronizados ...

indo e voltando ... para frente e para trás ...

Às vezes pára, e então, quando nos cansamos da mesma posição,

nos esforçamos para mudar, mesmo que seja só por pouco tempo.

O suor de nossos corpos começa a fluir sem nada que possamos fazer...

Um calor enorme parece que nos fará desmaiar ...

Uma força ainda maior nos faz ficar ainda mais colados um ao outro e,

quando não agüentamos mais segurar...

Uma voz ecoa em nossos ouvidos:



"Estação Sé, desembarque pelo lado esquerdo do trem."

(Desconheço autoria)

Retorno...

Agora que retornaste...

Haverá o brilho das estrelas...


a luz do luar suave a banhar o mundo,

A felicidade imensa de poder sorrir...


Por você...da ausencia ressurgir.

Com o brilho de um olhar faceiro...

Ah...estou feliz...bem feliz...


A alegria inundou o meu viver

Por amor...só por amor...eu vou te ver !



Olga Pequena Mensageira

Agradeço anjo amigo...

Por todas as mensagens lindas que enviastes
Por todo amor e carinho que proporcionaste,
nem todas as palavras podem dizer-te...
quanto fostes importante em minha vida.
Quando na minha vida entrastes enviando afeto
Não sabias que a minha alma estava sombria
Desacreditava no amor puro e singelo
Romantismo então...mera ilusão...
Daqueles que se diziam apaixonados.
Com você aprendi a acreditar no amor
E nos sonhos que nos fazem viver...
Aprendi como é importante a vida
Quando tudo parecia perdido...sem luz
Tive um anjo amigo a me ensinar...
Que na vida tudo é amor...basta amar !
E eterno serás... meu anjo amigo,
E mesmo que eu sofra...
Vou tentar te esquecer...
Porque te amo verdadeiramente .


Olga Pequena Mensageira